terça-feira , 25 de junho de 2019
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Diabetes tem cura? Descubra se células-tronco são realmente o caminho

Muito temos ouvido falar sobre pesquisas com Células-Tronco e que elas podem ser a chave para provar que realmente o diabetes tem cura

A internet tem se mostrado uma valiosa ferramenta de informação para entender esse assunto. Entretanto, estamos sofrendo de um mal que é o excesso de informação e, por isso, saber distinguir as informações confiáveis das informações sensacionalistas tem sido um grande dilema.

Neste artigo, quero mostrar o que realmente está acontecendo no mundo científico em relação a diabetes e células-tronco. Será que realmente estamos falando de cura?

O que são células-tronco?

As células-tronco são uma espécie de células selvagens, com capacidade de se transformar em células com funções específicas. Elas podem ser embrionárias ou adultas. Os tipos são geralmente caracterizados pelo seu potencial para se transformar em diferentes tipos de células, tais como a pele, músculo, osso, etc.

Células-tronco adultas se encontram em todos os tecidos do corpo e podem se dividir ou se auto-renovar indefinidamente, podendo gerar uma gama de tipos de células do órgão de origem ou mesmo regenerar todo o órgão original. Acredita-se que as células-tronco adultas têm sua capacidade de se transformar limitada com base em seu tecido de origem, mas existe alguma evidência que sugere que elas podem se converter em outros tipos de células.

As células-tronco embrionárias, como o nome indica, são derivadas de um embrião, sendo estas em sua maioria obtidas através de fertilização in vitro. Elas são pluripotentes, ou seja, tem a capacidade de se converter em quase todos os tipos de células.

diabetes tem cura

Pesquisas com células-tronco para o Diabetes Tipo 1

O diabetes tipo 1 se caracteriza por ser uma doença auto-imune, ou seja, o sistema de defesa do organismo passa a NÃO reconhecer as células beta pancreáticas como próprias, destruindo-as.

As células beta são as responsáveis pela produção e secreção de insulina, hormônio responsável pelo transporte da glicose do sangue para dentro dos tecidos, para que esta seja usada como energia. As pessoas que desenvolvem diabetes tipo 1 necessitam de múltiplas aplicações diárias de insulina.

O Brasil é pioneiro mundial nas pesquisas com células-tronco em humanos com diabetes tipo 1.

O primeiro transplante no mundo ocorreu no início de 2004 pela equipe de transplante de células-tronco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP. A pesquisa que, atualmente, vem sendo desenvolvida pelo médico endocrinologista Dr. Carlos Eduardo Barra Couri, se baseiam no “reset imunológico”, que consiste em desligar “quase totalmente” o sistema imunológico usando quimioterapia endovenosa e “reiniciá-lo” usando células-tronco da medula óssea do próprio paciente.

Esta pesquisa conseguiu resultados inéditos. Dos 25 pacientes que sofreram o transplante de células-tronco, 21 ficaram livres das injeções diárias de insulina por algum tempo, variando de 6 meses a 2 anos, 2 deles ainda se encontram livres da insulina.

Resultados como este são impressionantes e suficientes para muitos pensarem serem definitivos para afirmar que o Diabetes tem cura.

Mas não é bem assim, veja o que diz o Dr. Couri:

“Esses resultados acima citados estão entre os mais expressivos em termos de terapias imunomoduladoras no diabetes tipo 1. Mas como se deve imaginar está longe de ser a cura​. Todos os pacientes, livres ou não de insulina, devem promover mudança de estilo de vida e monitorização diária de glicose. Ainda há os riscos inerentes à quimioterapia como chances maiores de infecções agudas e crônicas, queda de cabelos, náuseas, vômitos e até mesmo risco de morte (que nunca ocorreu).”

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Recentemente a empresa americana ViaCyte, com sede em San Diego, Califórnia, anunciou um novo tratamento direcionado para pacientes diabéticos tipo 1 que apresentam alto risco de complicações, ou seja, aqueles que apresentam grande variabilidade glicêmica e episódios de hipoglicemia grave.

Este tratamento é baseado no implante de um dispositivo batizado de PEC-Direct. Ele contém células-tronco precursoras das células das ilhotas pancreáticas que ao amadurecerem se transformam nas células pancreáticas produtoras e secretoras de insulina.

Até o momento, somente 2 pacientes diabéticos tipo 1, receberam o implante contendo células geradas a partir de células-tronco embrionárias para tratar a sua condição. A esperança é que quando os níveis de glicose no sangue se elevem, o implante libere insulina para restaurar os níveis normais.

É importante notar que esta não é uma cura completa. Paul Laikind, que é o presidente e CEO ViaCyte, chama esta terapia de “cura funcional”, pois ela não aborda o tratamento das causas específicas da doença.

Além disso, os pacientes que utilizarem este tratamento apresentam a necessidade do uso de drogas imunossupressoras para proteção contra rejeição das células criadas pelo implante a partir do sistema imunitário do corpo, de acordo com a revista New Scientist . Independentemente disso, é uma grande notícia para qualquer um com esta condição.

Enquanto a Cura Não Chega

Acabamos de conhecer pesquisas promissoras no tratamento de quem tem diabetes tipo 1 e precisa de múltiplas aplicações diárias de insulina para conseguir controlar os seus níveis de glicose no sangue.

Enquanto a cura não chega, conhecer o seu tratamento a fundo é ainda a melhor maneira para evitar complicações ao longo do tempo de diagnóstico. Para isso é necessário ter informações confiáveis. Convido-o a ler o meu Livro Digital “Desvendando os Segredos do Diabetes”.

Nesses mais de 10 anos que tenho de experiência no atendimento ao paciente diabético, percebi que o tratamento é rico em detalhes, que muitas vezes passa despercebido, comprometendo o controle dos níveis de glicose no sangue de quem tem diabetes. Reuni no meu Livro Digital “Desvendando os Segredos do Diabetes” todos estes detalhes, para proporcionar à você uma vida plena e saudável.

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