segunda-feira , 11 de dezembro de 2017
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Diabetes – O que você deve saber?

No brasil existem cerca de 14 milhões de diabéticos, sendo que aproximadamente 50% nem sabem que têm a doença. Um diagnóstico precoce é essencial para prevenirmos complicações como: perda da visão, amputações, doenças cardiovasculares, doenças renais, etc.

Nesta página você vai iniciar sua trajetória pela Educação em Diabetes, conhecer alguns conceitos básicos, tipos de diabetes, complicações, tratamentos e muito mais.

O que é Diabetes?

O Diabetes Mellitus ou simplesmente Diabetes, é uma doença caracterizada pelo elevado nível de glicose no sangue (glicemia), resultado da baixa de capacidade do organismo de produzir e/ou utilizar a insulina.

Neste texto você vai aprender mais sobre os tipos de diabetes, sinais, sintomas, complicações e vários outros temas.

Como saber que você tem diabetes? Exames de glicemia são a forma de revelar a presença desta disfunção, a sua ausência e também o risco de desenvolvê-la (isso é chamado de pré-diabetes).

Entenda melhor:

Níveis de glicemia em jejum acima de 99 mg/dL e acima de 140 mg/dL até 2 horas após uma refeição podem indicar que você tem diabetes ou pré-diabetes.

Para saber mais acesse também:
Como Sei que tenho Diabetes?
O que é Resistência Insulínica?
Diabetes: exames de sangue que devo acompanhar

O que é Glicose?

A glicose é um tipo de açúcar que fornece energia para que o corpo funcione. É como a gasolina, que permite que um carro se movimente!

Quando nos alimentamos, os carboidratos (presentes nos alimentos) são transformados em glicose. Isso acontece durante a digestão e logo depois deste processo, a glicose atinge a corrente sanguínea.

O sangue transporta nutrientes como a glicose e oxigênio para todo o nosso corpo, porém, para que a glicose forneça energia para o corpo ela precisa entrar em cada uma de nossas células, principalmente as musculares, adiposas e do fígado.

O que é Insulina?

A Insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas.Seu papel é fundamental para que o corpo seja capaz de obter energia a partir da glicose, afinal, é a  insulina que leva o açúcar do sangue para dentro das células. Quando a glicose está em excesso  no sangue, situação conhecida como hiperglicemia, temos o diabetes. Esta situação pode levar a sérias complicações para a saúde.

Porque acontece o Diabetes?

O Diabetes acontece quando as células beta do pâncreas,  deixam de  secretar insulina na quantidade adequada, e/ou a insulina que não consegue desempenhar seu papel corretamente.

O diabetes acontece em pessoas obesas, pessoas magras, em atletas, em todos os tipos de pessoas. Não é porque uma pessoa é obesa que ela necessariamente tem que desenvolver diabetes. Pode acontecer ou não. Mas, as pessoas que são obesas têm mais probabilidade de desenvolver a doença.

Pré-diabetes

Pré-diabéticas são aquelas pessoas que nem têm diabetes, não têm glicemia acima de 126 mg/dL, mas também não estão abaixo de 99 mg/dL. Elas não são consideradas diabéticas, mas se não cuidarem da saúde – com atividade física e uma alimentação adequada – podem desenvolver diabetes tipo 2.

Pessoas que, em jejum, estão com glicose entre 99 e 126 mg/dL de sangue, são consideradas pré-diabéticas. E até duas horas após uma refeição, se elas têm essa glicemia maior que 140 mg/dL e menor que 200mg/dL, elas também são consideradas pré-diabéticas.

Para saber mais acesse também:
O que é Resistência Insulínica?
Pré-Diabetes é Diabetes?
7 Passos para que o Pré-Diabetes não se transforme em Diabetes

Quais são os tipos de diabetes?

Os principais tipos de diabetes são: o Tipo 1 e o Tipo 2.

Muitas pessoas confundem os tipos de diabetes pela necessidade do uso de insulina, mas todos os tipos de diabetes podem um dia necessitar de aplicações de insulina, desta maneira, devemos lembrar que o uso de insulina não determina o tipo de Diabetes.

Diabetes Tipo 1 (DM1)

Tipo 1 ou  DM1 acomete cerca de 10% das pessoas com diabetes em todo o mundo. Esta é uma doença auto imune, ou seja, o sistema imunológico da pessoa não reconhece mais as células beta pancreáticas e as destrói.

Geralmente diagnosticado em crianças e jovens adultos, anteriormente era conhecida como diabetes juvenil. No DM1 o organismo não produz insulina.

Como a  insulina é essencial para vida humana, quem tem DM1  precisa fazer   aplicações diárias deste hormônio, dieta balanceada e atividade física. Saber se cuidar para controlar sua condição é fundamental para uma vida longa, saudável e feliz. Quem convive com o diabetes deve incorporar esta atitude e até mesmo crianças pequenas com DM1 têm este poder!  

Diabetes Tipo 2 (DM2)

O Tipo 2 ou DM2 acontece em 90% dos casos de diabetes e é considerada silenciosa, pois quem tem esta disfunção geralmente não apresenta sintomas. Existe uma grande relação entre  obesidade e sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos.No diabetes tipo 2, o organismo NÃO produz insulina suficiente ou a insulina produzida NÃO desempenha seu papel corretamente.

A incidência do DM2 é maior após os 40 anos. Você pode prevenir ou retardar seu aparecimento através de um estilo de vida saudável. Faça uma alimentação equilibrada, aumente o seu nível de atividade física, mantenha um peso saudável!  Com estas medidas positivas, você pode ficar mais saudável e reduzir o risco de desenvolver diabetes .

Diabetes Gestacional

Durante a gravidez, mulheres que apresentam níveis elevados de glicose no sangue podem ser diagnosticadas com  diabetes gestacional. Este tipo  afeta cerca de 4% de todas as mulheres grávidas e elas geralmente são diagnosticadas em torno da 28ª semana.

O Diabetes gestacional não tratado ou mal controlado pode afetar o bebê. O que acontece é que o  pâncreas trabalha para produzir insulina, porém ela  não consegue baixar os níveis de glicose no sangue.

A insulina não atravessa a placenta, mas a glicose e outros nutrientes, sim.   A glicose que está em excesso no sangue da mãe  eleva os níveis de glicose no sangue do bebê, Como ele  ganha mais calorias  do que necessita para crescer e se desenvolver, ele armazena esta energia extra na forma de gordura. Isso pode levar à macrossomia, ou um bebê gordo, normalmente com peso acima de 4 kg. E que consequência isso pode ter? Risco de complicações no parto, dentre outras situações.

Por causa do aumento da glicemia do bebê (ainda durante a gravidez), seu pâncreas passa a fabricar insulina em excesso, o que pode levar ao risco de hipoglicemia (glicemia muito baixa) nos recém-nascidos e também há um maior risco de problemas respiratórios.

Sabe-se que bebês que passam por estas situações se tornam crianças e adultos com maior risco de desenvolver obesidade e diabetes tipo 2.

Todos estes problemas podem ser evitados ou reduzidos quando as mamães grávidas conseguem controlar bem suas glicemias. Para isso, tratamento, exames e acompanhamento médico são fundamentais!

Para saber mais acesse também:
“Qual tipo de diabetes eu tenho?”

Quais são os sinais e sintomas do diabetes?

Muitos dos sinais e sintomas do diabetes parecem inofensivos, levando a uma dificuldade no diagnóstico inicial. Estudos indicam que quanto mais precoce for o diagnóstico e o início do tratamento, menores são as chances de desenvolver as sérias complicações do diabetes.

Diabetes Tipo 1

  • Urinar em excesso;
  • Sede em excesso;
  • Fome extrema;
  • Perda de peso;
  • Extrema fadiga e irritabilidade.

Diabetes Tipo 2

Normalmente os sintomas do diabetes tipo 2 são silenciosos, atrasando o diagnóstico e o início do tratamento.

  • Qualquer um dos sintomas listados acima (o tipo 1);
  • Infecções frequentes;
  • Visão turva;
  • Cortes / machucados que demoram a cicatrizar;
  • Formigueiro ou dormência / nas mãos / pés;
  • Recorrente pele, gengiva, ou infecções da bexiga.

Se você tem um ou mais destes sintomas, consulte o seu médico imediatamente. O Endocrinologista é o médico especialista que trata o diabetes.

Para saber mais acesse também:
Entendendo os Sintomas do Diabetes: FOME
Entendendo os sintomas do Diabetes: SEDE
Diabetes e Boca Seca: qual a solução?

Porque devo tratar o Diabetes?

Devemos tratar o diabetes para evitar as complicações agudas e crônicas, que comprometem severamente a saúde de quem tem diabetes.

Complicações Agudas:

São consideradas como complicações agudas do diabetes as crises de HIPOGLICEMIA e de HIPERGLICEMIA.

A hipoglicemia se caracteriza pelos baixos níveis de glicose (açúcar) no sangue, normalmente abaixo de 70mg/dL de sangue.

Veja abaixo alguns motivos que levam a hipoglicemia nas pessoas que têm diabetes:

  • Pular uma refeição
  • Aplicar dose incorreta de insulina, maior que a necessária naquele momento;
  • Usar medicamento oral hipoglicemiante, sem se alimentar conforme orientação do profissional
  • Atividade física em excesso, sem o devido monitoramento

Seu sinais e sintomas são:

  • Fome excessiva;
  • Sudorese excessiva;
  • Tontura;
  • Tremores;
  • Ansiedade;
  • Dor de cabeça;
  • Fala arrastada;
  • Formigamento;
  • Irritabilidade;
  • Palidez;
  • Sonolência;
  • Visão embaçada;
  • Apatia;
  • Confusão mental;
  • Perda de consciência.

A hipoglicemia pode ser tratada através da ingestão de alimentos ricos em açúcares (suco, refrigerante não dietético, balas, água com açúcar, etc), quando a pessoa se encontra consciente. Quando a pessoa se encontra desacordada, o ideal é chamar o SAMU ou levá-la ao hospital mais próximo, para o tratamento adequado.

A hiperglicemia se caracteriza pelos altos níveis de glicose (açúcar) no sangue, normalmente acompanhada de altos níveis de açúcar na urina. Quando se encontram acima de 240mg/dL de sangue, deve-se medir o nível de cetonas, tanto na urina (cetonúria) como no sangue (cetonemia). A presença de corpos cetônicos na urina e/ou no sangue podem levar à descompensação metabólica, fazendo a glicose subir ainda mais. Este fenômeno se chama cetoacidose diabética.

A hiperglicemia pode ocorrer devida a:

  • Dose incorreta de insulina, menor que a quantidade necessária;
  • Excesso de alimentação;
  • Falta de atividade física;
  • Doenças e infecções como por exemplo gripe;
  • Estresse de fonte emocional (familiar, trabalho, escola);
  • Uso de medicamentos como por exemplo corticóides.

Seu sinais e sintomas são:

  • Fome excessiva;
  • Sede excessiva e/ou boca seca;
  • Urina em excesso;
  • Visão embaçada;
  • Fadiga;
  • Hálito frutado
  • Sonolência;
  • Confusão mental.

O tratamento da hiperglicemia vai desde a hidratação, ajustes de dose de medicação até a administração de insulina. Seguir uma dieta equilibrada e atividade física regular é fundamental para este aumento nos níveis de glicose no sangue. Muitas vezes é necessário procurar atendimento médico, para uma intervenção mais rápida, evitando assim danos permanentes e surgimento de complicações a longo prazo.

Para saber mais acesse também:
Porque acordo com Glicose elevada pela Manhã?

Como saber se o que estou sentindo é uma hiper ou hipoglicemia?

Você não deve tomar nenhuma atitude antes de fazer o teste de glicemia capilar, aquela da ponta de dedo. Não tente adivinhar sua glicemia somente pelo sintoma, pois alguns deles são comuns tanto para hiper como para hipoglicemia.

Quem têm diabetes tipo 1 Algumas pessoas , como muitos anos de diagnóstico, pode ter crises de hipoglicemia sem apresentar sintomas, então  é importante fazer o automonitoramento periodicamente.

É bom  também lembrar que pessoas com  DM2, normalmente passam muitos anos com hiperglicemia e sem sintomas. É  muito comum acontecer com estas pessoas é que Ao iniciar o tratamento e atingir níveis glicêmicos adequados, estas pessoas passam então a sentir os sintomas de hipoglicemia,e isso acontece pois o organismo ficou muito acostumado com os altos níveis de glicose no sangue muito   tempo! Ao atingir níveis normais de glicemia (por causa do tratamento) o organismo acredita que ela está muito baixa. Mesmo que isso aconteça, não abandone seu tratamento! Tudo isso  é sinal de que ele está funcionando. Estes sintomas podem até incomodar , mas vão passar quando seu organismo se habituar às novas taxas de glicose.

Complicações Crônicas:

As complicações crônicas acometem o organismo após muitos anos de diabetes descontrolada, com  níveis elevados de glicose no sangue. Estas complicações podem e devem ser evitadas através de um bom controle glicêmico.

Veja abaixo quais são as principais complicações crônicas do diabetes.

Retinopatia Diabética:

Você pode ter ouvido que o diabetes causa problemas nos olhos e pode levar à cegueira. Pessoas com diabetes têm um risco maior de cegueira que pessoas sem diabetes. Tudo isso pode ser evitado com consultas regulares ao oftalmologista.

A retinopatia diabética é um termo geral para todas as doenças da retina causada pela diabetes. Como o filme em uma câmera, a retina registra as imagens focado nela. Mas ao contrário do filme, a retina também converte as imagens em sinais elétricos que o cérebro recebe e decodifica.

Os níveis elevados de glicose no sangue, danificam os vasos sanguíneos que se localizam atrás da retina, podendo levar a cegueira.

Pessoas que mantêm seus níveis de açúcar no sangue mais próximo do normal têm menor probabilidade de ter retinopatia.

Nefropatia Diabética:

Os rins são órgãos notáveis. Dentro deles há milhões de pequenos vasos sanguíneos que agem como filtros. Seu trabalho é remover os resíduos do sangue.

A nefropatia diabética é a causa da insuficiência renal crônica em pessoas que têm diabetes. Ela ocorre porque os vasos sanguíneos dos rins ficam danificados, comprometendo a capacidade do rim em filtrar o sangue. Um dos principais sintomas é a eliminação de proteína pela urina.

Neuropatia Diabética:

É a disfunção dos nervos periféricos de pessoas com diabetes, que afeta geralmente pernas e pés, podendo causar, também, problemas digestivos, na bexiga, e no controle dos batimentos cardíacos Os sintomas mais comuns são: dores e dormência nas pernas e pés, redução na sensação de tato ou excesso de sensibilidade, comichão, queimação.

Pessoas com diabetes podem desenvolver diversos problemas nos pés. Mesmo os problemas comuns podem piorar e levar à complicações graves. Problemas nos pés na maioria das vezes acontece quando há danos nos nervos, também chamada neuropatia, o que resulta em perda de sensibilidade nos pés. A falta de circulação sanguínea ou mudanças no formato de seus pés ou dedos dos pés também podem causar problemas.

Embora possa doer, a neuropatia diabética pode diminuir a sua capacidade de sentir dor, calor e frio. A perda de sensibilidade, muitas vezes significa que você não pode sentir uma lesão no pé. Você poderia andar o dia todo com uma pedra no seu sapato sem saber. Você poderá desenvolver uma bolha em seus pés e não senti-la. Você pode não notar uma lesão no pé até que a pele se rompa e apareça uma úlcera.

Negligenciar as úlceras podem resultar em infecções, que por sua vez pode levar à perda (amputação) de um membro. O bom controle do diabetes é importante, pois altos níveis de glicose no sangue (Hiperglicemia) dificultam o combate das infecções.

Uma das maiores ameaças a seus pés é fumar . Fumar afeta os pequenos vasos sanguíneos, causando diminuição do fluxo de sangue para os pés, desta maneira as feridas cicatrizam lentamente. A maioria das pessoas com diabetes que necessitam de amputações são fumantes.

A Neuropatia diabética é uma das causas da disfunção erétil, nos homens com diabetes.

Para saber mais acesse também:
Diabetes pode afetar sua Vida Sexual?
Entenda como o Diabetes Afeta a Vida Sexual da Mulher

Doenças cardiovasculares:

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as pessoas diagnosticadas com diabetes. Elas possuem 2 vezes mais chances de sofrerem um infarto ou AVC (Acidente Vascular Cerebral), também conhecido como derrame. Esta chance aumenta para 4 vezes, caso esta pessoa já tenha sofrido algum evento cardiovascular antes do diagnóstico de diabetes.

A doença cardiovascular é causada pelo estreitamento ou bloqueio dos vasos sanguíneos que vão para o seu coração. É a forma mais comum de doença cardíaca. Seu sangue transporta oxigênio e outros nutrientes necessários ao seu coração. Os vasos sangüíneos que vão para o seu coração podem tornar-se parcial ou totalmente bloqueados por depósitos de gordura.

Um ataque cardíaco ocorre quando o suprimento de sangue para o coração é reduzido ou interrompido de repente . Um derrame ocorre quando os vasos sanguíneos para uma parte do cérebro é subitamente interrompido por depósitos de gordura ou um coágulo de sangue.

Como é o tratamento do Diabetes?

Diabetes é uma doença comum, que afeta um número cada vez maior de pessoas, o que não se pode esquecer é que cada indivíduo precisa de cuidados exclusivos. Procurar um médico é essencial, para conhecer qual é o melhor tratamento para você.

O principal objetivo do tratamento é manter os níveis de glicose no sangue mais próximo do normal, evitando grandes oscilações. O uso dos medidores de glicose permite identificar esta oscilações e desta maneira antecipar a busca de ajuda médica para ajustar as doses tanto de insulina como de medicações orais.

O tratamento para diabetes não é baseado somente no uso de medicamentos, mudança de estilo de vida é necessário. Adotar uma dieta balanceada e atividade física regular é fundamental para um bom controle dos níveis de glicose no sangue.

Para saber mais acesse também:
Os 5 Pilares do Tratamento do Diabetes
O Poder Transformador da Educação em Diabetes

Tratamento medicamentoso do diabetes tipo 1:

O tratamento medicamentoso do diabetes tipo 1 é baseado em aplicações diárias de insulina, devido a ausência de função das células beta do pâncreas, aquelas que são responsáveis pela produção e secreção de insulina pelo nosso corpo.

Existem 5 tipos de insulina. Elas variam de acordo com o tempo de início de ação e tempo de duração da ação:

  • Ação Rápida (Início  de ação em alguns minutos e duração 2-4 horas);
  • Regular (Início  de ação em 30 minutos e duração 3-6 horas)
  • Ação Intermediária (Início  de ação em 1-2 horas e duração até 18 horas)
  • Ação Longa (Início  de ação em 1-2 horas e duração até 24 horas)
  • Ultra-longa ação (Início  de ação em 1-2 horas e duração além de 24 horas)

Para saber mais acesse também:
Diabetes: o que difere uma insulina da outra?
Como conservar sua insulina
Mito ou Verdade: Insulina Engorda?

Tratamento medicamentoso do diabetes tipo 2:

Para algumas pessoas com diabetes tipo 2 a associação de medicamentos orais, dieta balanceada e atividade física é suficiente para manter os níveis de glicose no sangue controlados. Mas para outros o uso de insulina é necessário, podendo ter o seu uso associado a medicação oral.

Devemos lembrar que o uso de insulina não determina o tipo de diabetes.

Existe também uma classe de medicamentos injetáveis usada para o tratamento do diabetes tipo 2 que não e´insulina.

A escolha do medicamento é feita pelo médico que vai levar em conta os seguintes fatores:

  • A possibilidade de ganho de peso;
  • Complicações pré-existentes;
  • Custo benefício.

Os medicamentos para diabetes tipo 2 possuem diferentes mecanismo de ação:

  • Aumentam a produção e secreção de insulina pelo pâncreas, são elas: clorpropamida, glimepirida, glipizida, glibenclamida, nateglinida e repaglinida;
  • Diminui a absorção de açúcar pelos intestinos como a acarbose;
  • Melhora a forma como o corpo usa insulina, como a pioglitazona;
  • Diminui a produção de açúcar pelo fígado e a resistência à insulina, como a metformina;
  • Inibem a enzima dipeptidil peptidase (DDP-4), que desativa as incretinas normalmente dentro de alguns minutos.
    As incretinas ajudam o organismo a regular os níveis de glicose após as refeições, atuando na secreção pancreática de insulina e glucagon.
    A inibição da enzima DPP4 faz com que o pâncreas aumente a produção de insulina e reduza a produção de glucagon. São eles: sitagliptina (Januvia), vildagliptina (Galvus), saxagliptina (Onglyza), linagliptina (Trayenta), alogliptina (Nesina).
  • Imitam a ação das incretinas, mas não são destruídas pela enzima DPP-4. São elas: exenatida (Byetta), liraglutida (Victoza), lixisenatida (Lyxumia) e dulaglutida (Trulicity) (todos são injetáveis, mas não são insulinas).
  • Bloqueiam a reabsorção da glicose pelo rim e aumentam as excreções de glicose na urina, chamadas inibidores do co-transportador de sódio-glicose 2 (SGLT2). São elas canagliflozina (Invokana), dapagliflozina (Forxiga), e empagliflozina (Jardiance).

Para saber mais acesse também:
Glibenclamida e o Tratamento para Diabetes
Diabetes: Metformina pode Causar Doença nos Rins?

 

Links Utéis:

SBD – Sociedade Brasileira de Diabetes
ADA – American Diabetes Association
IDF – International Diabetes Federation
ADJ – Diabetes Brasil
ANAD – Associação Nacional de Assistência ao Diabetes

 

20 Comentários

  1. Marlene da Silva Miguel Emídio

    Gostei muito das informações pois faz pouco tempo que estou com diabetes nem os médicos aqui passam estas informações

  2. Fiquei com diabetes ao 48 anos tipo 1 eu não consigo controla,sempre estou tendo crise de hipoglicemia o que tenho de fazer para melhorar isto.

  3. OI Mônica Lenzi !Gostei muito sobre bebidas alcoólicas na diabetes foi ótimo,como os demais assuntos que leio .obrigada por vc se preocupa com a gente …um Feliz Ano NOVO .BJOS

  4. Tenho 61 anos, estou sendo muito sedentário, e estou sob tratamento da diabetes 340 de glicemia e hipertensão 18X9 média diária. Qual o nível ideal de diabetes, para que eu possa de forma ponderada comer algum doce ou cotela uma vez por semana

    • Almir,

      Nosso conselho é que você procure um médico endocrinologista, este é o especialista em diabetes. Ele poderá melhorar este seu controle glicêmico, somente após um melhor controle, você poderá comer algum doce de vez em quando.

  5. A tres semanas, com base nos resutlados dos exames de sangue, apontou a diabetes e hipertensão, e a médica me proibiu (controlar) determinadas comidas, que sinto falta atualmente, como massas e doces, algumas frutas como a uva, manga, a mandioca entre outros.Pergunto será que uma vez por semana não posso comer tres pedaços d e pzza, com duas latinhas de cerveja, na outra um pedaço de costela a cada duas semanas, coisas que estou sentindo muita falta, aos finais de semana?????

  6. COMO FAÇO PARA COMPRA OS PRODUTOS PELO SITE.

  7. O q é nefropatia diabética? gostaria de mais explicações sobre isso!
    grato

    • Bruno,

      Nefropatia diabética é uma doença renal progressiva causada pela eliminação de proteína pela urina. Em diabéticos que possuem um mal controle glicêmico, com o passar do tempo, esta eliminação de proteína pela urina danifica os vasos sanguineos renais, fazendo com que os rins percam sua capacidade de filtra as impurezas do sangue.

  8. massas e comidas gordurosas aumentam a diabete?

    • Leuda,

      As massas são carboidratos, estes quando metabolizados se transformam em glicose, agido diretamente no aumento da glicose na corrente sanguínea (Glicemia), por este motivo devemos ingerir alimentos ricos em carboidratos (massas, batata, mandioca, pão, etc.) com moderação, quando temos Diabetes.

      Com relação as gorduras, somente cerca de 5 a 10% que você come são convertidos para glicose, então, ela tem pouco impacto direto nos seus níveis de glicose no sangue.

  9. sau diabetica,mas eu tenho muita vondade de comer so macarrao,sera que posso comer so isso

  10. JACÓ CAMILO ARENHART

    Gostaria de saber como comprar victozo e também o preço. pois se falar com meu endocrinoligista, certamente ele irá me receitar.

  11. Prezados,

    Solicito informar se este site recebe sugestão de press release sobre Neuropatia Diabética, para publicação.

    Att.

  12. tenho diabetes não sou compulsiva por doces, mas, massas em geral sou viciada, agora tô conseguindo me policiar,não tem outra saida…

  13. agatha gabriela da silva

    nao consigo tirar os oces da minha cobeça porque eles sao muito deliciosos♥

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